terça-feira, 14 de setembro de 2010

22

De que me dianta a fala
E tampouco o volátil perfume
de salgada lágrima
Se o vigor da juventude
Se esvai em pequenos goles.
Anuais tragos brindados
Exorcisando a mim.

Tomado de um desespero
Ponho-me em luto,
Faço 22 minutos de silêncio.
Uma penitência pura, lírica
Quase martírica.

Para mais tarde saber
Que mesmo passados 22 anos
A dor é a mesma,
O sangue sangra do mesmo jeito
mas a dor aumenta.