De que me dianta a fala
E tampouco o volátil perfume
de salgada lágrima
Se o vigor da juventude
Se esvai em pequenos goles.
Anuais tragos brindados
Exorcisando a mim.
Tomado de um desespero
Ponho-me em luto,
Faço 22 minutos de silêncio.
Uma penitência pura, lírica
Quase martírica.
Para mais tarde saber
Que mesmo passados 22 anos
A dor é a mesma,
O sangue sangra do mesmo jeito
mas a dor aumenta.
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